Hopi
estava a ler o seu diário, o qual começava pelas recordações de quando conheceu
o Ziqui. Na primeira página do seu diário, podia ler-se:
“Hoje
lembrei-me de quando conheci o Ziqui. Todos os animais meus conhecidos acharam
estranho um coelho ser amigo de um morcego. Para mim conhecer o Ziqui foi bom.
No momento, não foi totalmente bom, porque foi um choque. Esse choque foi um
susto, não um choque elétrico.”
Na
página seguinte, Hopi continuava a descrever como conheceu o Ziqui:
“Eu
estava a falar com os meus amigos imaginários, e vi um tufo de ervas muito
verdinho. Fui lá recolhê-las e, enquanto estava a fazê-lo, o Ziqui
interpelou-me. Após o susto, Ziqui acalmou-me, mostrando ser diferente dos
outros morcegos. Como o achei simpático, resolvi partilhar as ervas com ele. No
dia seguinte, encontramo-nos perto do carvalho grande, junto ao riacho. O Ziqui
cumprimentou-me, perguntando como eu estava, ao que respondi que estava bem.
Depois conversamos e, no meio da conversa, perguntei-lhe onde vivia.
Respondeu-me que vivia naquele carvalho, num dos ramos mais altos. Espantado,
perguntei-lhe há quanto tempo vivia lá, isto porque vivia numa toca desse
carvalho e nunca o tinha visto. Disse-me que, de facto, vivia no carvalho há
pouco tempo, daí só se terem encontrado pela primeira vez no dia anterior.”
Após
ler a última passagem do diário, Hopi lembrou-se de que como foi bom ter um
novo amigo. Para além disso, passou a estar menos tempo com os seus amigos
imaginários, o que também foi bom…

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